Papeando por aí #7





Olá gente \õ/ , hoje trago para vocês mais um Papeando por ai :D . 

Tive um papo super legal com o autor e blogueiro Elton Lima ^^ .


Eu ~ Quem é Elton SDL?

Elton ~ Um cara que, desde 1993 está tentando entender o que se passa. Enquanto isso, em sua jornada, mastiga sonhos e do pó que cai de sua boca constrói novos - parte deles está inserida na sua incessante obsessão pela leitura e escrita.

Eu ~ De onde partiu a sua vontade de escrever história de terror?

Elton ~ O catalisador de tudo foi minha mãe. Acredito que, neste ponto, muitos podem achar uma resposta um tanto curiosa, no mínimo inesperada.
Minha mãe sempre alimentou minha imaginação quando criança, desde ficção fantástica (fantasia) ao terror em suas variadas vertentes. Não posso esquecer a contribuição de meu pai, além disso. Quando eu nem mesmo sabia ler, aos 4 anos de idade, lembro dele chegar até a mim com uma revista em quadrinhos do Spawn em mãos. Obviamente que eu não decifrei uma palavra sequer da história. Tudo o que fazia era ficar num estado de estupefação com os monstros e sanguinolência dos desenhos e, claro, imaginar a minha própria versão da história.
Outro detalhe importante no que diz respeito à minha predileção pelas narrativas de horror, se deve ao fato de minha mãe sempre me convidar a assistir filmes de terror, mesmo aqueles mais "trash" que geralmente passavam à tarde - recordo com especial nostalgia, A Bolha Assassina, O Monstro do Armário, A Coisa. Ela preferia que eu assistisse a esses filmes com ela do que ficasse brincando com o vizinho - que segundo ela, possuía uma conduta duvidosa.
A culminância de tudo se deu quando fui apresentado a autores como Edgar Alan Poe, H.P. Lovecraft e, aquele que considero um mestre: Stephen King. Este cara me viciou legal na escrita dele, ao tempo em que apresentou-me um novo modo de aterrorizar.
Gosto de pensar, também, em minha experiência com o terror como uma espécie de "experimento", onde eu sou o cientista. Com o terror me é possível explorar o que de pior o ser humano possui, assim como na fantasia cultivar os sonhos e o que há de melhor. Escrever terror também serve como um exorcismo, no qual se expurga nossos demônios particulares e de outrem.


Caraca que mãe hein?rs' Mas concordo com ela u.u , é melhor ficar em casa vendo um bom filme do que na casa do vizinho com conduta duvidosa u.u.

Eu ~ O que funciona para você como inspiração na hora de escrever?

Elton ~ Sempre me perguntam isso e sempre respondo o mesmo: A inspiração, ao menos para mim, é algo bastante inconstante e variável. Em algumas ocasiões um fato, uma imagem, uma música servem como fonte. De uma pedra a um acontecimento global - tudo pode se tornar, sem aviso prévio, assunto para uma nova história. Contudo, na grande maioria dos casos, as ideias vêm. Simplesmente vêm; como se estivessem escondidas em algum recanto da mente ou do coração. Surgem assim, como se sempre existissem e estivessem esperando serem descobertas. Bom, alguns psicanalistas modernos possuem algumas teorias sobre isso. Mas, por ora fico com a surpresa da inspiração.

Eu ~ Quais são os seus escritores favoritos ,como leitor ?

Elton ~ Há uma série de caras muito bons, do tipo que você olha e diz "quero ser como eles quando crescer." Dentre eles, os principais são: C.S. Lewis, Tolkien, Stephen King, José Saramago, Mario Quintana, Machado de Assis, Drummond, Álvares de Azevedo, Hermman Hesse, Faulkner, Huxley, entre muitos outros.

Eu ~ Quais são seus escritores favoritos, como autor?

Elton ~ Basicamente são os mesmo mencionados acima. Todavia, bebo com mais intensidade e frequência da fonte do trio Lewis-Tolkien-King. Para mim, eles possuem o conjunto completo de "criatividade-técnica" indispensável a qualquer escritor. Apresentam ainda, uma diversidade narrativa fecunda que oscila entre a simplicidade e complexidade, que apesar de antagônicas, se completam mutuamente. Não é à toa que um serviu de influência ao outro em suas carreiras literárias.

Eu ~ Na sua opinião, o que é mais difícil, escrever um livro ou conseguir publicá-lo?

Elton ~ Grande número de pessoas tem uma visão ligeiramente romântica acerca da vida de um escritor. Imaginam um cara ocioso, pacato, sem nada melhor para fazer a não ser sentar-se aconchegantemente com uma xícara de chá quente e começar a rabiscar umas palavras quaisquer.
Escrever é uma profissão como qualquer outra - ainda há a carência dessa visão. Por ser diferente das outras profissões, onde a ideia de "hobby" está bastante enraizada, existe até um certo preconceito em relação ao ofício da escrita. Para escrever damos tanto duro como um pedreiro, secretária ou gari; ainda mais que, nem sempre podemos contar com a inspiração fulminante que nos acomete de tempos em tempos. A maior parte de nós - digo, escritores - precisa conciliar  a atividade da escrita com emprego ou estudo, paralelamente. Em algum caso, chega a se ter ambas as coisas! Além disso, contamos com a falta de apoio e incentivo pessoal e comercial, obstáculos de mercado, barulho, falta de tempo...  há de tudo!
Todavia, a dificuldade de escrever é sempre recompensada com o prazer. É meio que uma espécie de masoquismo. O sofrimento nunca vem só; sempre é acompanhado de um prazer que faz tudo valer a pena.
E no fim das contas, todo obstáculo da escrita nem se compara com o de publicar e vender. As editoras são seletas e restritas a autores já consagrados ou "da casa", abrindo assim pouco espaço aos novos; temos um mercado consumidor pequeno, se levados em conta outros países e, o percentual que temos de leitores, dão preferência à literatura estrangeira -  não é esse exatamente o problema, e sim, a falta de fé nos autores nacionais. Sim, publicar é bem mais árduo!

Concordo com você! O grande problema das editoras brasileiras é que elas não tem fé nos autores nacionais, morrem de medo de publicar um nacional e ele não vender horrores como um livro gringo. A publicação de nacionais em editoras grandes se restringe, basicamente, a Novo Século, que tem o título "Novos Talentos da Literatura Brasileira", que embora eles trabalhem apenas com nacionais ainda fazem um trabalho ruim ¬¬, as histórias são incríveis, mas a diagramação é bem pobre e prefiro nem comentar nada sobre a revisão '-' , são erros gritantes D: , eu como leitora apaixonada por nacionais sempre fico com um receio enorme de indicar os livros da Novo Século ~ Novos Talentos da Literatura Brasileira, o que eles conseguem fazer com um livro é triste! Eu penso assim, se tu vais publicar o livro, pelo menos tome o cuidado de fazer isso bem feito! Por mais que em alguns livros tu não leves fé, mas faz isso bem feito, poxa vida é tão triste tu vê uma ótima história ser praticamente destruída por conta de estar cheia de erros ortográficos "/.

Eu ~ No Brasil há uma falta de incentivo muito grande quando o assunto é leitura, o que você acha sobre isso?

Elton ~ Como já adiantei anteriormente, o brasileiro não cultivou o hábito da leitura. Eu sei, é triste, mas verdadeiro. Existe uma série de fatores intimamente ligados que colaboram a favor disso: o incentivo da parte dos pais, da escola - as influências, de modo geral. As novas tendências comportamentais de lazer e socialização que prezam por "divertimentos mais ágeis e instantâneos", o limitado acesso à cultura, falta de investimento governamental, entre outros. Claro que, o quadro está mudando num ponto ou outro, mas não devemos nos iludir - a coisa está longe ainda de se tornar o que deveria ser de fato.
Veja bem, o Brasil tem cerca de 16 milhões de analfabetos, dentre os quais 70%, aproximadamente, são analfabetos funcionais. Aqueles que tem a dádiva da educação e da leitura deveriam aproveitá-la da melhor forma e os que não, deveriam ser incluídos nessa "casta" da sociedade. Isso cabe aos poderes públicos e à conscientização coletiva realiza.
Novamente, a questão editorial é um empecilho: encontrando uma demanda razoavelmente alta e uma procura desproporcional, acaba encarecendo o preço de capa das obras. Por sua vez, a dificuldade de acesso é catastrófica. De repente, fica mais barato se divertir com algum game ou internet na lan house do que comprando um monte de papel riscado.
Afora isso, outros problemas menores tais como quantidade e qualidade, títulos atrativos e esse tipo de negócio que soa muito intrigante. Se bem que, nesse ponto, a coisa toda está mais relacionada com a qualidade do leitor em si do que qualquer outra questão.

Oh Elton nesse ponto eu infelizmente discordo contigo "/, no Brasil falta sim incentivo do governo a leitura, mas o que falta de verdade, na minha opinião, é falta da vontade do brasileiro de ler! E-book é uma coisa que tem de rodo na internet! E tem de todos os tipos, para todos os gostos e idades! Sei muito bem disso, pois no começo na minha adolescência, não se deixe enganar isso ela não começou a tanto tempo assim, eu lia uma porção de e-books! E os livros físicos que lia era os que emprestava na biblioteca da minha escola, pois os meus pais preferiam mil vezes comprar qualquer outra coisa do que um livro :S, até hoje eles ainda tem um pouco disso :S, por isso eu digo, que o que falta é a vontade! Quando verdadeiramente se quer algo, você consegue, independentemente das condições!


Eu ~ Tem algum conto/história que você tenha escrito que considere o/a melhor? Porque ?

Elton ~ Não é falsa modéstia, tampouco perfeccionismo (Risos), mas, não creio que até o momento tenha escrito algo que chegue a tal ponto de considerar o melhor. Talvez o quadro mude daqui para a frente, talvez não. Ficaria sinceramente contente se algum leitor apresentasse algo que escrevi como seu predileto, ou melhor. Mas, de minha parte, nada posso dizer.
No máximo, tenho algumas ideias e "esboços" de projetos vindouros que considero melhor que outros - ou, no mínimo, com alguma decência, senão não estaria trabalhando neles (Risos). Porém, não posso falar muito sobre eles no momento, tendo em vista que, são ainda embriões não desenvolvidos por inteiro.



Oh Elton brigadão pela entrevista :3 , adorei saber mais sobre ti ;) . 

Quem quiser conferir mais sobre o trabalho do Elton, basta entrar no blog dele aqui


Bem gente, gostaram da entrevista? Torço para que sim *--* . 

Beijão e até breve :D

14 comentários:

Elton SDL disse... [Responder comentário]

Já agradeci antes e agradeço novamente pela honra de ter sido entrevistado por ti, Thalita. Adorei as perguntas, suas observações (a primeira foi até hilária, rs) e, especialmente sua simpatia.
Fico feliz por você ter aberto esse espaço para um escritor, ainda que desconhecido do grande público e ter depositado fé em minhas obras.

Agradeço!
Um grande abraço!

http://eltonsdl.blogspot.com

Mariana B. disse... [Responder comentário]

Gostei da entrevista! As perguntas foram boas e as respostas surpreenderam HAHAHA
Nao conhecia esse blogueiro, mas vou passar no blog dele agora.

Beijo
http://semquerermeintrometer.blogspot.com

StoryOfGirls disse... [Responder comentário]

Nossa, seu blog é perfeito, quando eu entrei já me apaixoneii!!!!
Seguindo aqui óbvioo!!! Segue o meu????
http://storyofgirls-oficial.blogspot.com

Ágata Bresil disse... [Responder comentário]

Nossa, que entrevista culta, adorei as respostas dele, muito bem elaboradas e com bons argumentos.

Adorei o seu blog também e já estou seguindo.

Beijos e feliz dia das mulheres.

Tudo Tem Refrão

Manu Magalhães disse... [Responder comentário]

Oie linda, td bem???
Passei aqui só para desejar um:
FELIZ DIA INTERNACIONAL DA MULHER!!!!!
PARABÉNS PELO NOSSO DIA!!!!
Bjs.
http://olhardemanu.blogspot.com/
Twitter: @manuka_mn

Camila Márcia disse... [Responder comentário]

Adorei a entrevista e a interatividade do entrevitador com o entrevistado.
Perguntas interessantissímas e respostas fabulosas...
Adorei!

Camila Márcia
@camila_marcia
http://delivroemlivro.blogspot.com/
http://devaneiosfugazes.blogspot.com/

Leonardo Zegur disse... [Responder comentário]

Desculpem-me o testamento, mas é que realmente me interessei pela entrevista, visto inclusive que, além das perguntas serem polêmicas, o autor é de meu interesse literário.

Adorei a entrevisto, descobri ainda mais do que já conhecia (e venho conhecendo) desde meu mais novo amigo. Alimentado pelas curiosidades que se apresentam a cada resposta, tive vontade de fazer eu mesmo algumas perguntas. Uma delas é, porque seus pais o supriam com tanta literatura estrangeira? Quero dizer, entendo que quanto a cinema, naquela época o Brasil era bem menos valorizado do que é, mas em literatura, tínhamos até mais renome do que hoje. Me lembro que no quesito “terror” eu lia, com 11 anos de idade, o livro A Mula Sem Cabeça. Era um livro de assustar até adultos, não era necessariamente infantil. Pois bem, fica a pergunta...

Gostei particularmente da 5ª pergunta, alias, gostei da sua resposta. Interessante a comparação com o masoquismo. rs... é quase um masoquismo mesmo! Gostei também dos comentários da entrevistadora, que inclusive deu até a opinião dela, bastante inteligente por sinal. Concordo inclusive com ela quando diz que os brasileiros não põem fé na literatura nacional, e acrescento: os brasileiros não põem fé em NADA que é nacional. Tanto que a Novo Século mesmo não, necessariamente, valoriza a literatura nacional só porque criou o selo “Novos Talentos da Literatura Nacional”, visto que este selo é cobrado (e não é barato). Então se for pra pagar caro, basicamente qualquer editora publica um livro nacional. E quanto aos erros ortográficos que a Novo Século deixa passar, concordo também com a entrevistadora no que diz respeito a ser imperdoável uma editora cometer falha neste gênero. Mas vamos combinar também que quem gosta de escrever deve no mínimo saber escrever e não cometer ao menos erros grotescos. E ai essa conversa se estende a situação educacional do país, mas voltemos a entrevista.

Sobre a falta de incentivo a cultura, concordo com os dois, mas devo admitir que faltar ao brasileiro vontade de ler não parece ser esse o principal motivo da nossa falta de leitura. Afinal, quem terá desejo de ler, se não for instigado (na escola e em casa) a isso? Como querer verdadeiramente ler, quando na verdade só o que o “sistema” te incentiva a fazer é consumir televisão, cinema, celular etc... Podemos até ter acesso a livros grátis e e-books, mas se não formos educados a ler, não o faremos. Quanto a qualidade e a quantidade de títulos atrativos para ler, eu acredito no potencial da literatura, o problema são as editoras capitalistas que não se importam em publicar livros de qualidade, mas livros que conseguiram empurrar goela abaixo dos compradores “cabeça-fraca” que aceitam tudo que o poder do marketing os impõem.

É isso... como escritor também tenho minhas opiniões e gosto de debate-las. Abraço a todos!


www.umlugarescuro.site.com.br

HONORATO, Sandro disse... [Responder comentário]

Thalita :)
Adorei a entrevista *-*
Confesso que não conhecia o Elton >.<

Lindona,desejo a você um excelente final de semana
Beijos e cuide-se

Ricardo Biazotto disse... [Responder comentário]

Simplesmente fantástica a entrevista - pelas perguntas, bem construídas, e respostas. Elton sempre incrível, e contou muitas coisas que até então desconhecia sobre ele.
Aliás, muitas opiniões interessantes e que podem gerar debate, principalmente sobre o incentivo e outras dificuldades que os escritores nacionais enfrentam.
O comentário sobre a editora Novo Século é válido e acho que realmente deveriam ter um pouco mais de cuidado, porque em alguns livros - apesar de fantásticos - acabam sendo prejudicados por esses erros. Claro que há livros com muitos e outros com poucos erros, mas ainda assim é triste ver isso. Essa foi uma das melhores perguntas.

Sobre o melhor conto do Elton, eu ainda acho dificil dizer, afinal, ambos já lidos possuem características próprias e distintas. Prefiro esperar um terceiro conto pra dizer qual é "O MELHOR"!!

Parabéns pela entrevista, e parabéns Elton. Muito sucesso!!

Abraços
Ricardo - www.overshock.blogspot.com

Mireliinha disse... [Responder comentário]

Eu adoro essas entrevistas, Tha!
Deixa todo mundo tão 'importantão', hein?! rs.

:*
Mi
Inteiramente Diva

Thalitha Mercês disse... [Responder comentário]

ótima entrevista Tha! um cara beeeem diferente

Bjokas

Melissa xD disse... [Responder comentário]

seguindo,sdv?www.starsgod-vitoria.blogspot.com

Thais Rodrigues disse... [Responder comentário]

Mas por que você não gostou do livro, amiga chegou hoje, os livros que eu tinha pedido a NC

http://www.perfeitinhablog.com/
http://thaisr-encomendas.blogspot.com/

Elton SDL disse... [Responder comentário]

Saudações, pessoal!
Agradeço pelos comentários e consequente apoio de vocês!

Meu parceiro de escrita, Ricardo Biazotto - sempre me incentivando e acompanhando desde o princípio. Agradeço pela força, meu grande amigo. Vamos esperar o próximo conto (que não deve tardar) para estabelecermos uma hierarquia, né? rsrs

Parceiro, Leonardo Zegur, outro grande escriba e amigo meu. Respondendo a sua pergunta: quando criança, o acesso à literatura estrangeira era bem mais fácil para mim. Digo, li um bocado de coisa nacional, lógico. Porém, como meu ramo literário favorito sempre foi calcado em literatura fantástica, encontrava com mais abundância nas fontes externas tais obras. Sem falar que, diferente do que vemos hoje, à época, não havia tantos autores nacionais do gênero ficção fantástica - ou se havia, eram por mim desconhecidos.
Já com relação à poesia, por exemplo, sempre dei prioridade aos brazucas. Poesia sempre foi mais fecunda na nossa terra e, apesar de ler alguns poetas gringos como Byron, Bertolt Brecht e Shakespeare, ainda dou preferência aos meus conterrâneos.
Agora, é inegável que a influência da literatura estrangeira - com maior atuação na fantasia - atingiu em cheio meu modo de escrever. Isso fica bem notado em meus escritos da área. Quase sempre dou nomes não nacionais aos personagens, situo as tramas em outros países ou em cidades imaginárias com clima estrangeiro. E antes que peguem suas tochas e me tachem de anti-nacionalista, peço que observem o seguinte: o gênero e estilo que escrevo. Peguem o conto "Blackhills", por exemplo. Observem sua estrutura de terror e Thriller. Imaginem se eu o tivesse situado no Brasil e com personagens nacionais, ele perderia sua textura, sua forma, sua estrutura. Não teria a mesma atmosfera "texana" que pretendi dar a ele quando o escrevi. Se eu tivesse inserido esse tipo de história em um contexto nacional, ele perderia muito de sua verossimilhança e estruturalismo. Parecia muito mais "folclórico" do que "terror" em si. Muito da densidade posta na narrativa, só foi possível nesse formato. É assim, algumas coisas funcionam melhor de um jeito que de outro.
Abraços a todos!

Oii, obrigada por comentar (:
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